quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Quinta da Boeira Reserve Tawny


Vinhos do Porto em combinação com o melhor da gastronomia portuguesa, feito por mim. Vou eleger este Vinho do Porto como o melhor e indispensável ao acompanhamento harmonioso das receitas culinárias. Aconselho vivamente, esta já é a segunda garrafa que uso para os meus dotes culinários. Apenas isso.

Ricardo Soares

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Quinta dos Abibes extra bruto arinto & baga Reserva 2012


Às vezes é difícil escrever quando quero exprimir sentimentos em relação a qualquer coisa, neste caso alguns vinhos, e as palavras são sempre poucas. O que sinto é mais forte do que as palavras... Será que usamos sempre o intelecto quando bebemos um vinho? Por vezes creio que há um caminho que vai do coração aos olhos sem passar pelo raciocínio. De choro ou de riso.
Passou-se precisamente isso com este espumante Quinta dos Abibes extra bruto arinto & baga Reserva 2012.
Ao mesmo tempo recordo um miúdo de 12 anos num jantar... Eram três à mesa, um miúdo de 12 anos e os pais. O miúdo comia arroz com bife grelhado e os pais não jantavam. O filho ergueu os olhos para os pais e perguntou porque não jantavam. Responderam-lhe que não tinham fome.
O sentimento de não haver esperança é o pior sentimento e este espumante contraria tudo isso. Dá esperança, reanima, renasce e renova.


O seu criador - Professor Francisco Batel Marques - a sua história de vida e as "aventuras" por que a Quinta dos Abibes passou são uma grande fonte de inspiração, resistência e esperança. Daí que o miúdo também cresceu e teve a oportunidade de conhecer o Professor Francisco Batel Marques, a Quinta dos Abibes e beber este belíssimo espumante.
Desculpem-me mas desta vez não vou expor a minha prova organoléptica. Certamente não a entenderiam. Fica apenas para mim. Há sentimentos que não se descrevem. Tal como o que senti quando jantei "aquele arroz com bife grelhado". Sente-se.

Ricardo Soares

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Quando a informação é... zero!

Quem me conhece sabe perfeitamente que detesto este tipo mas há uma afirmação que este "filósofo" evocou numa Grande Entrevista e na qual concordo a 100%:
«...um jornalismo travestido!» – José Sócrates, 21 de Abril de 2009


Não querendo entrar em pormenores acerca desta entrevista nem sobre o presente e futuro do jornalismo, não me compete a mim analisar estas categorias, tenho de concordar seriamente sobre a vagueza que impera nos jornais e revistas que hoje estão nas bancas.
Confesso que não tenho sido um entusiasta da "actual" Revista de Vinhos, por vários motivos: comprei o "1.°" número e não me cativou e o "2.°" número folheei numa papelaria e não tive interesse em comprar.


Fui de férias nesta última semana e meia, obviamente munido de vinho e leituras, e onde estive hospedado estava este número à venda. Findas as leituras das minhas escolhas pessoais acabei por comprar a revista (não me foi possível dar uma "vista de olhos") porque o conteúdo expresso na capa me cativou.


Chegado ao tema de capa questionei-me:
- Não conseguiam melhor do que isso? Um pequeno texto introdutório e apenas  uma foto de 20 garrafas de vinhos! Sem descrição de prova, harmonização... nada! Numa revista de especialidade, com uma temática de capa, a informação foi zero! Zero.

E vocês, que dizem?
Se alguém tem alguma coisa contra que fale agora ou cale-se para sempre?

Ricardo Soares

domingo, 27 de agosto de 2017

Adega Viúva Gomes Colares branco 2010


Há coisas que não são para se dizer. Esta é uma delas. Entre marido e mulher não se mete a colher. Acerca deste vinho tenho várias coisas para dizer e não sei como hei-de dizê-las. Pode ser, por isso, incompreensível. Desculpem, a culpa é minha. A minha relação com este vinho pode ser, digamos, de amor. À primeira vista. Ano após ano a nossa relação aumenta. Talvez seja um amor sem razão. Mas uno: um amor com uma cor só nossa, aromas que absorvem com fervura e uma boca com uma envolvência e profundidade que só nós sentimos. Uma paixão que apetece consumir e guardar. Por muitos anos, para sempre. Mas tem de ser amor senão não há conexão. Não tem de ser lindo nem impossível. Apenas verdadeiro.
Deixem-me ficar com esta superioridade. Deixem-nos a sós.

Ricardo Soares

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Messias Blanc de Noirs Baga Bairrada Branco Bruto 2012

Voltando aos espumantes, e não sendo eu crente, considero que a bíblia tem coisas literalmente espantosas que harmonizam perfeitamente com os vinhos. Vejam por exemplo este pequeno trecho em João 4:13 "...Jesus acrescenta depois: Todo aquele que bebe desta água voltará a ter sede...".
Jesus tirou-me as palavras da boca...quanto mais eu bebia deste espumante mais eu tinha sede. Foi até à última bolhinha. Este espumante de cor acobreada e bolha fina abundante transportou-se de forma intensa, não incomodativa, no nariz lembrando frutos secos e tons florais. Na boca "mastiga-se" uns leves frutos vermelhos, uma mousse suave, cremosa e uma acidez esplêndida.
Infelizmente era a minha última garrafa deste Messias Blanc de Noirs Baga Bairrada Branco Bruto 2012, se eu rezar muito conseguirei beber outra?

(Com especial agradecimento a Filipe Castela, do restaurante Pedro dos Leitões)

Ricardo Soares

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Pequenos Rebentos Alvarinho《à moda antiga》ed. limitada 2015



O texto de hoje pode soar a graxa. Lamento mas não é a minha área de serviço, a graxa. Nem na faculdade engraxava, logo eu que sou conhecido por ser um respondão...mas deixemos a graxa para quem a sabe dar porque eu vou falar de Pequenos Rebentos e do Márcio Lopes.
Sempre gostei dos vinhos do Márcio Lopes, qualquer um. E o próprio Márcio Lopes é daqueles tipos com quem apetece estar a conversar e beber um copo.
Tudo misturado: Pequenos Rebentos e Márcio Lopes. Aconselho vivamente, experimentem que não se vão desiludir...
Desde logo se percebe a sua paixão pelos vinhos, a criação e cuidados que demonstra para com os seus néctares e a forma como esboça futuros projectos. E há uma importante lição que o Márcio transmite (acho que o faz inconscientemente): nada se faz sem trabalho.
A inspiração não chega para o Márcio criar os vinhos, ela é a sua força motriz, mas essa força só se manifesta quando algum esforço a põe em movimento, e esse esforço é o trabalho. Ainda recentemente as suas vinhas (Vinha do Pombal e Vinha Sofia), dos projectos do Douro - Proibido e Permitido - foram afectadas pelos fogos, e o que é que ele fez? Arregaçou as mangas!
E os vinhos são o seu próprio reflexo, como por exemplo este Pequenos Rebentos Alvarinho《à moda antiga》ed. limitada 2015. Ainda jovem e meio envergonhado, com alguma fruta e citrinos bem maduros, vinho rústico, bem equilibrado e untuoso e com uma acidez e mineralidade que mostra bem a sua resistência e o seu potencial evolutivo. Um vinho fantástico, agradável, que apetece, mas que ainda não terminou o seu trabalho, ainda a prometer muito mais... tal como o Márcio Lopes.
Como lhe costumo dizer em jeito de brincadeira: "a mim nunca me enganaste".

Ricardo Soares

terça-feira, 25 de julho de 2017

Quinta dos Abibes Brut Nature Sublime 2009


Hoje venho aqui só para dizer que sou bibliófilo.
Sim, sou bibliófilo. Além de leitor também gosto de colecionar livros.
Como é que descobri esta faceta? Sei lá. O livro raro e precioso tem um odor que é para mim um regalo.
Se tenho sentimentos por eles? Claro. Sensibilidade, carinho, amor, respeito, etc não só pelos conteúdos, mas também pelo conjunto das suas características físicas tais como o tipo de papel, a ilustração, o aspecto gráfico, um autógrafo ou uma dedicatória, a magnificiência da encadernação, o historial e anteriores pertences, o estado de conservação, a temporalidade, primeiras edições, a edição limitada e numerada, etc etc etc.
Se sou tolinho? Devo ser, fico todo feliz quando descubro o livro que há tantos anos anseava e nunca tive a oportunidade de o observar. E apetece-me passar umas horas de solidão, para ler, folhear, abraçar e cheirar esse livro. Mas na maioria das vezes, antes de o ler, passo um longo tempo apenas a observar, a apreciar e a sentir. Só depois é que o leio.

O que tem este espumante Quinta dos Abibes Sublime 2009 a ver com o que escrevi? Tem tudo a ver: este vinho é uma das melhores edições portuguesas que eu tenho.

Ricardo Soares