quinta-feira, 20 de abril de 2017

Quinta das Bágeiras tinto 1999



O que é que um Quinta das Bágeiras tinto 1999 e uma Bíblia de 1865 têm em comum?

Quem me conhece sabe verdadeiramente a paixão que nutro pelos livros. Desde os meus 14/15 anos que coleciono livros e sou um ávido leitor. Pois bem, uma das relíquias que guardo "religiosamente" é uma bíblia datada de 1865. Não é o exemplar mais valioso que conservo mas para mim, não sendo religioso ou crente, tem a sua dose de piada. Numa das minhas vagas "peregrinações" pela bíblia encontrei um trecho interessante, de uma declaração de Jesus segundo o evangelho São Lucas, que me fez lembrar o Quinta das Bágeiras tinto 1999 que bebi recentemente: - "Ninguém que já bebeu vinho velho, quer o novo; porque diz: O velho é bom. (Lucas 5:39)"

Dito por outras palavras: apesar de naquele dia ter vinhos muito mais novos na mesa não me apetecia mais nada para além do Quinta das Bágeiras tinto 1999. Aquele é que era bom.

Após 18 anos em garrafa eis que o vinho ressuscitou para o copo e cumpriu-se mais uma deliciosa ceia. Com uma cor atijolada ao centro fugindo gradualmente para mogno, revelou aromas a frutos silvestres e uma série de notas florais e secundárias, algum pendor balsâmico e sobressaindo notas de fumo e café. Na boca a intensidade e frescura trazidas pelos taninos sólidos e perfeita acidez e um final longo e elegante.

No fim a profecia cumpriu-se: ELE é que tinha razão.

Parabéns Mário Sérgio Alves Nuno.
Quem sabe, sabe!

Ricardo Soares

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