quinta-feira, 15 de junho de 2017

M.O.B. Lote 3 tinto 2014

Aviso: hoje o texto vai ser muito confuso.

Às vezes há queixas: ou não escrevo nada de jeito, ou escrevo demasiado, ou coisas sem nexo. Uns são gregos, outros troianos, a maioria nem uma coisa nem outra. E hoje não vai ser diferente.
Retomaram-se-me as músicas do vinho, já vos aconteceu? E se eu vos disser que sou como Beethoven: deficiente auditivo. Sim, padecemos do mesmo, se calhar eu com mais sorte do que ele visto que tenho a oportunidade de ouvir os sons com o auxílio de uma prótese auditiva. Mas adiante que as surdezes não são para aqui chamadas. Eu bem avisei que o texto ia ser confuso. Adiante.
Uma tríade, na música, refere-se ao conjunto de 3 notas musicais que estruturam a formação de um acorde. E da Trindade da música harmonia – melodia – ritmo, já ouviram falar? Não tarda muito começo também a falar nas Trindades Espírito-Alma-Corpo. Ah ah ah, eu bem avisei que o meu estado hoje é de paranóia. Vá, mais esta: Pai - Mãe - Filho. Eh eh eh, podia ficar aqui o dia todo a divagar...


Só mais esta: M.O.B.: Moreira, Olazabal, Borges.
Traduzido por miúdos podemos então dizer que MOB é constituído pela Trindade dos produtores de vinho Jorge Moreira (Poeira), Francisco Olazabal (Quinta do Vale Meão) e Jorge Serôdio Borges (Wine & Soul). Que tríade fantástica, este acorde criado pelos MOB, de tão redondinho que estava... entoou uma lindíssima cor granada brilhante, aromas a fruta delicada e uma mineralidade espectacular, algumas nota leves a especiarias finas e um certo pendor balsâmico, acidez moderada, leve e equilibrado.

Albert Einstein, como grande amante da música,  fez um paralelismo entre ela e a Matemática: “A Música, de tão perfeita, é pura como a Matemática; a Matemática, de tão simples, é deslumbrante como a Música. A Música parece uma equação; a equação bem formulada é cheia de harmonia e sonoridade”, direi eu o mesmo acerca deste vinho.

Ricardo Soares

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