domingo, 28 de maio de 2017

Poço do Lobo arinto 1991


Todos os segundos podem ser iguais num relógio mas não para este vinho. Neste Poço do Lobo arinto 1991 o tempo foi o maior legado. Os 26 anos de existência não significaram apenas repouso ou solidão, não foi apenas "passar tempo", atrevo-me a dizer que foram 26 anos de trabalho árduo dentro da garrafa, de construção, de inovação. Na minha opinião a obra ainda não está terminada, só o tempo o dirá.

E sinceramente meus amigos não me apeteceu, nem me apetece agora, perder tempo com detalhes. Desfrutei-o magistralmente. Bebi-o sem tempos mortos, sem análises nem de óculos na ponta do nariz. Devagar...sem tempos...

O tempo deste vinho e o tempo que vivi com este vinho foi bastante precioso. Não vou entrar em mais pormenores, descubram por vocês mesmos... Já dizia Charles Baudelaire, um dos grandes poetas que li incessantemente, "só nos esquecemos do tempo quando o utilizamos."

Ricardo Soares

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