segunda-feira, 1 de maio de 2017

Quinta de S. Francisco branco 2012


Já vos aconteceu beber o desconhecido e ser uma das experiências mais fascinantes que já beberam?

Desarrolhei este branco da Quinta de S. Francisco de 2012, oriundo de Óbidos, e posso afirmar que é, para mim, uma aposta segura no reino dos vinhos brancos.

Para o encontrar é muito fácil: "normalmente" estes vinhos estão à venda nas grandes superfícies e sempre nas prateleiras de baixo, nunca ao nível dos olhos nem com painéis publicitários. Mas olhem com olhos de ver porque "normalmente" só há duas ou três garrafitas no máximo, sendo que só uma está visível e as restantes estão a fazer fila. Outra coisa, não perguntem ao funcionário se há o vinho porque o mais certo é não conhecer e terão como resposta que "está esgotado". Por último e não menos importante, não desistam de encontrar este vinho, ele está lá, só precisam de acreditar e nunca desistir de procurar, a esperança é a última a morrer, abram os olhos e não se iludam com a merda das "promoções" à vossa volta.
Já dizia linguarudo do Albert Einstein que "a percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada".

Mas...e este Quinta de S. Francisco branco de 2012?
Feito com Vital, Fernão Pires e Arinto revelou-se com uma cor citrina e bom impacto olfativo, de aromas frutados e delicados, notas de limão e maçã. Na boca apresentou-se ligeiramente acidulo e uma frescura notável. Na minha opinião este vinho pode não ter grande "alarido" ou ousadias, mas teve uma boa textura e boa aptidão gastronómica.

Pego novamente na citação do Einstein e faço uma ligeira modificação, "o homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem beber nada".

Ricardo Soares

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