segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Hugo Mendes Lisboa branco 2016


Só um tolo é que vai de propósito a Santarém sob um sol de 40°c buscar vinho. Ainda por cima um vinho que não conheço. "Espero bem que valha a pena", pensei.
Pois bem, eis que chego a Santarém e lá estava o Hugo Mendes com os seus filhos e a vinhaça no carro. Cumpriram-se as formalidades e cada um seguiu o seu caminho...
"Espero bem que valha a pena!", repeti eu, desta vez exclamando para a minha esposa que me acompanhou nesta aventura. E lá viemos nós para Braga...

Desde logo o vinho chama-me a atenção pela rolha. Já é conhecida a minha paixão pela literatura e sendo bibliófilo. Falo nomeadamente de uma citação da obra "Petits poémes en prose" de Charles-Pierre Baudelaire impressa na rolha, uma das minhas primeiras leituras de poesia juntamente com o "Les Fleurs du Mal" (li-o com 14/15 anos) e hoje um dos meus poetas favoritos.

Embriaguei-me com os aromas citrinos, notas florais, fruta bastante limpa, tudo num conjunto muito bem estruturado, fresco e elegante, e com uma acidez "delicadamente educada".
Muito se tem falado em guardar o vinho em cave, não concordo porque não sei o meu dia de amanhã e hoje deu-me bastante prazer... guardar para quê? Embriagai-vos...

Ricardo Soares

1 comentário:

  1. Escrever é um acto solitário, onde lentamente se cumpre o ritual de pintar uma página em branco. Não tem hora certa, nem dia, salvo por obrigação profissional. Um homem ou uma mulher nunca são só um ser humano. São sempre um ser humano e as suas circunstâncias. E isso é de respeitar. Sempre.
    António R.

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