quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Muros de Melgaço 2015


Confesso que às vezes não consigo disfarçar um sorriso e uma pequena cantiga de escárnio e maldizer quando leio em determinados blogs e revistas de especialidade apenas isso:
- "este vinho está muito novo"
- "este vinho espera mais tempo em cave"
- "daqui a uns anos estará bem melhor"
- "bebê-lo já é pedofilia"
- etc etc etc...blá blá blá... tretas 

(e digo baixinho: coitado, não tem nada para dizer.)

Oh meus amigos, já todos nós sabemos que o vinho envelhece bem. Quem só tem isso para dizer das duas uma, ou faltam ao respeito ao Anselmo Mendes que o mandou para o mercado e pronto a beber, ou o vinho não soube bem e vêm com esta treta do ainda está muito novo. Por favor, pela vossa saúdinha, falem do presente.

Voltando a este vinho:
Digo com toda a firmeza que este é um vinho do caraças. Que animal.
Velho fico eu se não o beber JÁ. Comigo é assim, mal compro este vinho tem logo os segundos contados, é tipo chapa ganha chapa gasta, tiro e queda.

Dentro da garrafa está uma perfeita envolvência "animal" capaz de mostrar todo o seu talento no imediato, os aromas com uma complexidade cítrica e aromas florais a exalar, toda uma diversidade aromática na sua plenitude e esplendor, ora os citrinos mais ácidos, ora os citrinos mais adocicados, a complementarem-se, no palato há toda uma elegância "animal" muito complexa, vincada e "demorada", termina com uma longevidade quase infinita, tântrico, agradável, e igualmente demoradas notas cítricas e minerais.

Animalesco.
Tântrico.
Perfeito.
PARA BEBER JÁ

Ricardo Soares

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