domingo, 21 de janeiro de 2018

Poço do Lobo Cabernet Sauvignon 1996


Às vezes apetece-me ser um trolha (sem qualquer desprestígio a quem trabalha nesta profissão) e dizer alto e bom som: - ó boa ó amor ó querida.

Não sou arquitecto nem vou fazer de conta que sou um arquitecto vínico, de esquadro numa mão, lápis na outra e cálculos na cabeça. Já não tenho paciência, nem conhecimentos, para aquelas arquitecturas dos xis aromas, xis taninos, xis fruta, etc...chega a um ponto em que tudo é a mesma coisa.

Não. Para mim o vinho não é isso, não são medições nem cálculos. É mais do que isso. E mesmo assim consigo construir catedrais.

Este vinho é um autêntico sino (ou um hino) de uma grande catedral. E quando passou à minha frente dei um piropo bem audível: - ó boa ó amor ó querida

Ricardo Soares

2 comentários:

  1. "ó boa ó amor ó querida" Cuidado Ricardo! Vê lá se não és acusado de assédio sexual! Ah, pois é!...

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  2. Hoje voltei a beber um reserva branco da Quinta da devesa, seguido de devesa 2010,a acompanhar um cabrito. Sobremesa foi o Poço do Lobo 94 ;)

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