sexta-feira, 27 de abril de 2018

Revogar o irrevogável



No último texto disse que o "vinho e a escrita foram sendo um hábito e por isso não ouso dizer adeus aos meus hábitos.".
E eis que aqui estou novamente. Foi difícil resistir ao chamamento da escrita e difícil ficar indiferente às várias mensagens que tenho recebido por parte de conhecidos e anónimos a manifestar apoio e para voltar. Aqui estou novamente.

No início era a dúvida, e a dúvida estava comigo. Na maioria das vezes é preciso ter dúvidas, só os estúpidos têm uma confiança inexcedível em si mesmos.
Depois veio a desistência, e desisti. Também aprendi que a desistência é uma revelação. Desistir nem sempre é mau. É na desistência que surge a revelação, a melhoria e inovação. Permite-nos olhar com outros olhos.
Dou um exemplo muito claro: quando não nos lembramos onde pusemos as chaves de casa, ficamos com dúvidas sobre onde as deixamos. E procuramos, procuramos, procuramos e nunca as encontramos. Só quando desistimos de procurar é que realmente as encontramos.

(O mesmo se passa com as pessoas que temos à nossa volta: só quando as esquecemos e as ignoramos é que elas se revelam)

Resumindo e concluindo: foram uma espécie de férias. Terei a liberdade que me compete. Não posso concordar em rastejar quando sinto vontade de voar.

E estou aqui a revogar o irrevogável...darei continuidade ao grupo de Facebook Desarrolhar e ao blog Desarrolhar.
No entanto irei acrescentar mais dois itens ao blog:
* Fragmentos;
* Restaurantes.
No item Fragmentos irei transmitir em apenas uma frase um pensamento rápido ou citação acerca de um vinho; em Restaurantes irei esboçar os restaurantes que me merecem consideração e onde o vinho estará certamente presente.

Escrever um texto mau dá tanto trabalho como um texto bom, é o espelho de quem o escreve. Por isso deixo à consideração de cada um a maneira como me lê.

Um bem ajam
Um bem hajam

Ricardo Soares

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