quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Restaurante Ferrugem: poesia empratada e engarrafada



20h30: o dia vai empurrando para a noite.


Uma migalha na mesa e logo logo o Sr Abílio enxota-a dali para fora. Tudo na perfeição, nada se descura: a luz, os sons, os movimentos, os paladares,cheiros e as texturas.  O Sr Abílio é quem anuncia e inicia o espetáculo: "lady and gentleman, o espetáculo vai começar".



No palco o Chef Renato Cunha e a sua equipa  dão início à composição musical - tachos, panelas, pratos, copos, mãos, facas, tábuas, xistos - às vezes também em coro, uníssonos, com vários movimentos.























Na sala e nas mesas deambulavam as notas musicais. Havia-as de várias cores e movimentos. Cada nota musical são notas musicais que vêm sem medo, que deixam ficar escrito a várias cores aquilo que querem dizer, sempre com imagens precisas. São notas musicais que não precisam de fogo de artifício para adornar as suas belezas e demonstram que a verdade existe nas coisas simples e comuns.

























Músicas sem fim e com identidade, sem pausas. Neste espaço o tempo não aceita estar parado tanto tempo, há um tempo certo para tudo.






Acredito que muitos dos que aqui passaram (mesmo que de passagem) já moram neste lugar.






Quem pode sentir descanso com o Ferrugem a chamar?



Ricardo Soares

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