quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Viúva Gomes Colares tinto 1931














Hoje o post vai sem a foto do vinho que bebi.

Tentem perceber uma coisa:
- Durante 30 minutos revivi 87 anos dentro de um copo.

NÃO há imagens que valham mais do que mil palavras. E há palavras que também NÃO valem de muito.

Não há nada, palavras ou imagens, que expliquem o que são 87 anos dentro de um copo.

Apenas o momento vivido, e a sua memória, valem mais do que uma imagem e mil palavras.

Tudo aconteceu no quartel-general da Adega Viúva Gomes. O pai e o filho Baeta à minha espera, como sempre pontuais. E muito, muito, muito cordiais, como sempre foram.

Adoro esta família, esta casa, os vinhos e as suas histórias.

Quando jorrou no copo o belíssimo néctar de 1931 contentei-me em descobrir, abstendo-me de fotografar e de explicar. Descobrir a profundidade, as vozes, a temporalidade, a história, as mãos, o suor, as lágrimas e a salinidade do vinho.

Repito:
- 87 anos em 30 minutos dentro de um copo.

Não será difícil perceber que "os" Viúva Gomes fazem parte dos meus "tempos" favoritos.

Por isso hoje, para vós, não vale a pena dizer palavras em vão nem sequer uma imagem recreativa.

Contentem-se com estas palavras que são uma vida inteira dentro de um copo: Viúva Gomes Colares tinto 1931.

Intemporal dentro de um tempo.

Ricardo Soares

P.S.: as fotos que tirei foram antes de beber o belíssimo Viúva Gomes Colares tinto 1931. A partir daí esqueci-me completamente da câmara fotográfica...








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